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Extraído de OEco. Por Daniele Bragança


Na reta final para a Rio+20, a capital do mundo será o Rio. Dezenas de seminários, exposições e encontros movimentarão a cidade. A conferência propriamente dita acontece entre os dias 20 e 22 de junho, mas desde já existem atividades para quem quer participar ou se informar sobre esse grande debate que ocorrerá sob os olhos do planeta. A prefeitura do Rio antecipando tal movimento, já enviou à câmara municipal projeto de lei para decretar feriado nos dias 20, 21 e 22 de junho. O objetivo é aliviar o trânsito na cidade.

Mesmo para quem não se credenciou a tempo para a Conferência (o prazo para a sociedade civil expirou no dia 20 de janeiro) há opções que talvez sejam até mais atraentes do que as enfadonhas e longuíssimas reuniões de plenário no Riocentro.  Preparamos uma lista com os principais eventos, com ênfase naqueles abertos e gratuitos.

A Terra vista do céu
Inaugurada que no dia 27 de abril, essa exposição, localizada na Cinelândia, Centro do Rio, é considerada o pontapé inicial da Rio+20 e reúne 130 imagens do fotógrafo Yann Arthus-Bertrand. Ficará exposta até o dia 24 de junho. O acervo captura belas imagens da terra vista de cima, por helicóptero e até balão. Gratuito.

Cúpula dos Povos da Zona Oeste na Rio+20
Este encontro é preparatório para a grande Cúpula dos Povos, que ocorrerá no Aterro (Parque do Flamengo, veja abaixo). Essa rodada será na Lona Cultural Elza Osborne, no bairro de Campo Grande, nos dias 18 e 19 de maio. Gratuito.

Cúpula dos povos Rio+20
Entre os dias 15 e 23 de junho, acontecerá um dos mais esperados acontecimentos em torno da Conferência: a Cúpula dos Povos na Rio+20: por Justiça Social e Ambiental. Como em 1992, ela será realizada no Parque do Flamengo. O evento mobilizará 150 organizações e movimentos sociais e tem tantos eventos, palestras e exposições que merece uma lista à parte. Por enquanto, dê uma olhada no bem elaborado site oficial, e anote em sua agenda as suas atrações preferidas. Aberto e gratuito.

Dia Mundial do Meio Ambiente/Semana do Meio Ambiente
Com o tema “Economia Verde: Ela te inclui?”, o Dia Mundial do Meio Ambiente (WED) de 2012, que acontece sempre no dia 5 de junho, será sediado no Brasil. A semana do meio ambiente será preenchida com eventos em todo o país, entre os dias 4 e 10 de junho. O Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA) criou um site em português sobre o WED, onde se pode ter informações sobre as comemorações em todo o Brasil.

TEDx Rio+20
Nos dias 11 e 12 de junho, o TEDxRio+20 reúne no Forte de Copacabana, pessoas de diversas áreas do saber. O tema do encontro é o “Poder Humano”.  O evento é em parceria com a ONU.
O evento é gratuito, mas como as vagas são limitadas, a seleção da audiência será feita por um sorteio realizado pela organização do evento. Inscrições e mais informações, no site do evento.

O local é o Forte de Copacabana, de 9h às 19h no dia 11/06/2012 e das 9h às 13h no dia 12/06/2012. Segundo a organização, os horários estão sujeitos à alteração.

Fórum de Ciência, Tecnologia e Inovação para o Desenvolvimento Sustentável.
O Fórum de Ciência acontecerá entre os dias 11 a 15 de junho, na PUC-RJ. O evento discutirá questões-chave relacionadas a ciência, tecnologia e inovação no âmbito do desenvolvimento sustentável.

A participação é gratuita para todos ao longo dos cinco dias. O evento sempre começa às 9h da manhã e vai até 20h. O evento é aberto, mas a organização pede que os participantes se inscrevam formalmente para que possa planejar a acomodação de todos. O endereço é Rua Marquês de São Vicente, 225, Gávea, Rio de Janeiro.

Mais informações, no site do evento ou da própria PUC.

Global Town Hall (Encontro Global dos Municípios na Rio+20)
O Global Town Hall (Encontro Global dos Municípios na Rio+20) será realizado entre os dias 18 e 22 de junho. Prefeitos e funcionários de governos locais de todo o mundo abordarão como podem contribuir da melhor forma para proteger e melhorar a governança de bens públicos globais. O encontro será aberto apenas para quem está inscrito na Conferência Rio+20, pois o local do encontro da Global Town Hall será localizado em uma área restrita da ONU: no Parque dos Atletas, na Barra.

Extraído de Ambiente Brasil.

A quase um mês da Rio+20, a Organização das Nações Unidas (ONU) lançou, nesta segunda-feira (14), a campanha “O futuro que queremos”, que convida a população mundial a compartilhar suas ideias na internet. Segundo a ONU, somente em abril, a campanha global teve mais de 85 milhões de visualizações no Twitter, por meio de mais de 13 mil postagens.

A campanha, que tem a parceria do Comitê Nacional Organizador da Rio+20, começa a partir de terça-feira (15). De acordo com Giancarlo Summa, diretor do Centro de Informação das Nações Unidas, a campanha inlclui ações como a tradução e adaptação do site da conversa mundial para o português, a criação e produção de vídeos para a TV, e uma série de anúncios que serão espalhados pela cidade, explicando como participar desse evento.

“Milhões de pessoas vão poder participar e se interar do que acontece na Rio+20. A grande diferença com relação a 20 anos atrás é que ou você estava lá ou você acompanhava pelo jornal, rádio e TV, não havia nenhuma possibilidade de acompanhar em tempo real, e é isso que o ‘O futuro que queremos’ propõe, uma conversa global, pedindo que os cidadãos ajam em nome da coletividade”, explicou Giancarlo. O site para participar é o www.ofuturoquenosqueremos.org.br.

A Conferência da Nações Unidas sobre o Desenvolvimento Sustentável acontece entre os dias 20 e 22 de junho deste ano, no Rio de Janeiro, 20 anos após a Cúpula da Terra de 1992 – a Eco 92. Para a ONU, essa será uma oportunidade para definir os caminhos para um mundo mais seguro, igualitário, limpo e verde para todos.

 No Brasil, haverá, ainda, uma campanha exclusiva chamada de “Eu sou nós”. A ação visa convidar os brasileiros a participarem dessa conversa global. O vídeo conta com participações de famosos como o escritor Paulo Coelho e o rapper MV Bill.

“O que a gente quer fazer é ouvir as pessoas, o que você acha do futuro. É uma campanha de discussão global. Aqui no Brasil acreditamos que é onde teremos mais impacto. ‘Eu sou nós’ é uma forma de chamar as pessoas para participar, para chamar atenção para a conversa global, e assim interligar toda a população”, completou Giancarlo.

Agenda total – Além de “O futuro que queremos”, a ONU também lançou nesta segunda-feira a “Agenda total”, uma plataforma que visa reunir todos os eventos que acontecerão simultaneamente durante a Rio+20. De acordo com Silvana Di Matos, coordenadora do “Agenda total”, a ferramenta reúne datas e horários de eventos, fóruns, enquetes, postagens de documentos, vídeos, fotos, videoconferências e reuniões online.

“Essa iniciativa pretende integrar todas as agendas da Rio+20. Como são milhares de eventos que vão acontecer na cidade, nós precisávamos ter um ponto de encontro da Rio+20 na internet. Serão distribuídas senhas para que as pessoas que tenham eventos, elas divulguem as suas agendas e ao mesmo tempo elas façam upload de conteúdo”, disse.

Silvana explicou que o projeto também foi pensado para servir à imprensa, que receberá logins e senhas e poderá utilizar as imagens e vídeos, e ainda ter acesso aos participantes da rede para entrevistas e interação direta. O público pode acessar o “Agenda total” através do endereço www.agendatotal.org. (Fonte: Rodrigo Vianna/G1)

Extraído de Ambiente Brasil.

Relatório divulgado nesta segunda-feira (14) pela organização ambiental Greenpeace liga o desmatamento ilegal na floresta amazônica do Pará e Maranhão à produção de aço voltada para o mercado automobilístico dos Estados Unidos.

De acordo com o estudo “Carvoaria Amazônia”, até 90% do ferro-gusa (principal matéria prima do aço e requer carvão vegetal) produzido na região de Carajás é exportado para siderúrgicas dos EUA, que fornecem, posteriormente, para grandes montadoras. Carajás engloba partes do Pará, Maranhão e Tocantins.

Nesta segunda, ativistas da ONG fizeram protesto em São Luis (MA) e subiram a bordo do navio cargueiro bahamense Clipper Hope, que realiza manobras na baía de São Marcos, para receber um carregamento de 30 mil toneladas de ferro-gusa.

O Greenpeace apontou no documento que ao menos duas guseiras brasileiras, uma instalada no PA e outra no MA, são responsáveis por essa produção, mas as duas movimentariam uma cadeia com ilegalidades como desmate do bioma, carvoarias com trabalho escravo e invasões de terras indígenas.

Segundo o Greenpeace, a partir de estudo realizado pela Universidade Federal do Pará, quase 60% da madeira que entra nos fornos de carvão são provenientes de desmatamento ilegal. Entretanto, a ONG não tem uma estimativa de quanto se perdeu de floresta até agora devido à indústria de ferro-gusa.

Estimativa apresentada no documento afirma que para produzir um metro cúbico de ferro-gusa são necessários 33,41 metros cúbicos de madeira seca.

Pressões – A organização ambiental aponta que madeireiros ilegais têm pressionado áreas protegidas que incluem terras indígenas – como Awá, Alto Rio Guamá, Alto Turiaçu e Caru, além da reserva biológica Gurupi.

A ONG cobra das siderúrgicas que identifiquem se os fornecedores de ferro-gusa – processado com carvão vegetal – respeitam as leis ambientais brasileiras e realizam reflorestamento após supressão de mata nativa.

Além disso, pede que atitudes sejam tomadas pelos governos federal e estadual quanto à fiscalização de ilegalidades sociais e ambientais no setor, além de pedir a não aprovação das alterações no Código Florestal.

Outro ponto citado é a adoção de salvaguardas sociais e ambientais adequadas para instalação de plantações de eucalipto, além de apoiar pesquisas que melhorem a eficiência do carvão.

Aumento no consumo – Em abril, a ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, afirmou que nos últimos dez anos o consumo de carvão vegetal no Brasil aumentou 50%, o que causa uma pressão nos biomas.

A preocupação da ministra é que se nada for feito pelo setor para atender a demanda nos próximos anos, pode ocorrer uma maior supressão de floresta nativa no Cerrado, na Amazônia e na Caatinga.
Segundo ela, 50% de todo carvão vegetal produzido no país vem de áreas plantadas e o restante de floresta nativa “não necessariamente desmatada de forma ilegal”.

De acordo com dados preliminares de uma pesquisa realizada pelas ONGs WWF, Instituto Ethos, Fundación Avina e Repórter Brasil, até 2020 será necessário 1 milhão de km² de floresta plantada no país para suprir a demanda industrial.

É como se, nos próximos oito anos, as empresas plantassem eucalipto e outras árvores de crescimento rápido em uma área equivalente a mais de quatro vezes o tamanho do estado de São Paulo. Atualmente, o Brasil tem cerca de 70 mil km² de floresta plantada destinada à produção de carvão, papel e celulose. (Fonte: Globo Natureza)

Extraído de Ambiente Brasil.

A América Latina está mais avançada do que outras regiões do mundo nos cuidados com suas águas subterrâneas, segundo a Organização das Nações Unidas para Educação, Ciência e Cultura (Unesco).

Entretanto, o órgão da ONU adverte para os riscos do aumento da população, da falta de políticas de gestão dos aquíferos, da contaminação ou da quantidade de poços sem controle.

“Nesta região estão muito mais avançados do que em outras regiões. Mas isso não quer dizer que não se tem ainda que melhorar a situação”, disse Alice Aureli, encarregada do Programa Hidrológico Internacional da Unesco.

“Na região há especialistas de altíssimo nível, mas também há situações onde ainda falta conhecimento e leis e capacidade de por em andamento o que é o desenvolvimento sustentável econômico e social de um país”, acrescentou Aureli, lembrando que cerca de 70% da água usada nas cidades é subterrânea.

“É o recurso hídrico que todos utilizamos e do qual todos dependemos”, enfatizou, defendendo a importância de conscientizar em todos os níveis sobre a necessidade de preservar os aquíferos, com uma perspectiva de longo prazo.

Governança – Aureli participa até esta sexta-feira (20), em Montevidéu, no Uruguai, da primeira consulta regional no âmbito do Projeto Governança de Águas subterrâneas, desenvolvido pela Unesco junto com o Fundo Mundial para o Meio Ambiente (GEF, na sigla em inglês), a Organização para a Agricultura e a Alimentação (FAO), a Associação Internacional de Hidrogeólogos (AIH) e o Banco Mundial (Bird).

A especialista avaliou que em questão de risco, o aumento da população é mais importante do que a mudança climática, mas é preciso somar também a contaminação, a falta de políticas de gestão das águas subterrâneas e a quantidade de poços, muitos sem nenhum tipo de controle.

“É um problema muito complexo porque o acesso à água não pode ser caro”, afirmou Aureli. “Se a pessoa que precisa de recursos hídricos antes de pensar em si próprio pensa em como o que está fazendo pode prejudicar seu entorno, as coisas mudariam. As leis não servem para mudar o mundo. Um usuário que queira esconder um poço o fará, sempre. (…) Quando se compreenda que se compartilha, os benefícios afinal são maiores, as coisas irão melhor, mas não estamos lá ainda, falta muito”.

A contaminação é mais difícil de detectar no caso das águas subterrâneas e também é maior o tempo para se recuperar o aquífero, se for possível fazê-lo. “O perigo é muito maior”, assegurou, destacando que “é muito difícil descontaminar um aquífero”.

Tema central de discussão na Rio+20 – Aureli destacou um exemplo bem sucedido no Chile, no qual diante do esgotamento de alguns aquíferos começou-se a trabalhar com os usuários até o nível governamental.

Mas “também é um exemplo que nos diz outra vez até que o homem não enfrente um problema, não procura um remédio. Não precisamos chegar a situações de aquíferos já comprometidos para começar a aprovar legislações ou tentar remediar o problema. Há países onde os aquíferos ainda não têm problemas mas se não os estudamos, não os gerirmos, os problemas virão dentro de 10 ou 20 anos”, alertou.

Segundo a alta funcionária da Unesco, apesar da importância das águas subterrâneas, o tema não terá destaque na conferência sobre sustentabilidade Rio+20, que será celebrada em meados do ano.

“Fala-se de ‘green economy’ (nr: economia verde), mas (…) sem uma sociedade que se comprometeu e age na defesa de valores ambientais, nunca se alcançará a economia sustentável para o futuro e para todo mundo”, acrescentou.

O encontro em Montevidéu é o primeiro de cinco que serão celebrados em Quênia, Jordânia, China e Holanda entre 2012 e 2013. (Fonte: G1)

Extraído de Ambiente Brasil.

Estudo liderado pela Academia Austríaca de Ciências aponta que a mudança climática já causa o deslocamento de espécies de plantas nas principais regiões montanhosas da Europa, o que pode acarretar o desaparecimento de vegetais em áreas afetadas por secas e falta de chuvas.

De acordo com uma pesquisa publicada nesta semana na revista “Science”, as plantas têm “escalado”, literalmente, as montanhas em direção ao cume para sobreviver em temperaturas que estariam mais amenas devido às alterações do clima.

O estudo constatou que algumas espécies chegaram a subir até 2,7 metros em busca de um ambiente melhor para sobrevivência.

Entre 2001 e 2008 foram analisados 66 picos de montanhas em 17 diferentes regiões da Europa, entre elas a área que margeia o Mar Mediterrâneo e as cadeias montanhosas das regiões boreais, mais próximas ao Ártico.

No período, novas espécies apareceram em 45 cumes, a maioria na região mais fria e houve redução de plantas em dez cumes, principalmente nos que estão próximos ao Mediterrâneo.

Segundo o estudo, a seca constante no Sul da Europa e a redução de chuvas estariam causando o desaparecimento ou migração dos vegetais para regiões mais frescas. (Fonte: Globo Natureza)

Extraído de Ambiente Brasil.

A indústria de energia eólica global vai instalar mais de 46 GW (gigawatts) de nova capacidade em 2012, dado que faz parte da previsão de crescimento da indústria eólica mundial para os próximos cinco anos.

Até o final de 2016, a capacidade total de energia eólica mundial será pouco menor do que 500 GW, diante de um mercado anual de cerca de 60 GW previsto para esse período. Os dados foram divulgados nessa semana no relatório anual do Conselho Global de Energia Eólica (GWEC, na sigla em inglês).

De acordo com dados do relatório Global Wind Report 2011, o Brasil vem se estabelecendo como grande mercado internacional, já dominando o latino-americano. Com uma forte base industrial, o país é considerado capaz de abastecer o Cone Sul, e será responsável, em vasta maioria, pelo crescimento regional até 2016.

As instalações totais para o período 2012-2016 devem chegar a 255 GW, com um crescimento cumulativo médio do mercado um pouco abaixo de 16%.

“Para os próximos cinco anos, o crescimento anual do mercado será impulsionado principalmente pela Índia e pelo Brasil, com significativas contribuições de novos mercados na América Latina, África e Ásia”, afirmou Steve Sawyer, secretário-geral GWEC.

“O Brasil está entre as quatro nações do mundo que mais cresce no setor eólico, ficando atrás somente de China, Estados Unidos e Índia. Em 2015 seremos o 10° maior produtor de energia eólica do mundo.

Atualmente, nossa capacidade instalada é de 1.471 MW e nosso potencial gira em torno de 300 GW. Temos um futuro promissor e ainda há muito espaço para crescimento”, destaca Lauro Fiúza Junior, vice-presidente da Associação Brasileira de Energia Eólica (ABEEólica), empresa que repassou informações para a produção do relatório.

Mercados asiáticos e europeu – A Ásia continuará a ser o maior mercado do mundo com muito mais novas instalações do que qualquer outra região, instalando 118 GW entre agora e 2016, e superando a Europa como o líder mundial em capacidade instalada acumulada em algum momento durante 2013, segundo o relatório.

Depois de quase uma década de um crescimento de dois e três dígitos, o mercado chinês finalmente se estabilizou, e permanecerá nos níveis atuais pelos próximos anos. Pela primeira vez, em 2011, a Índia alcançou um mercado anual de 3 GW e deverá atingir 5 GW até 2015. Já o futuro do sistema de energia do Japão, com a rejeição quase universal da energia nuclear após a tragédia tripla em 11 de Março 2011, dá esperanças para um novo começo para a indústria eólica no País, de acordo com o relatório.

O mercado europeu se mantém estável e, considerando o quadro político e metas da Europa até 2020, é pouco provável que aconteçam grandes surpresas. A Alemanha teve um forte ano em 2011 e a decisão do governo de eliminar progressivamente toda a energia nuclear até 2020 dá à indústria um novo impulso.

Já a Espanha teve um ano ruim, o que deve se repetir em 2012. No entanto, Romênia, Polônia, Turquia e Suécia continuaram a desempenhar seus papéis dentro do cenário de crescimento, segundo o relatório GWEC. (Fonte: Globo Natureza)

Extraído de Ambiente Brasil.

A corrida em torno da exploração de petróleo e gás nas águas do Ártico, que recentemente se tornaram acessíveis, pode ser o arauto de mudanças mais radicais que ainda virão na região.

Caso as linhas marítimas, atualmente inacessíveis no topo do mundo, se tornem navegáveis nas próximas décadas, elas poderão redesenhar as rotas do comércio global, e talvez a geopolítica, para sempre. A previsão foi feita por cientistas.

Este verão (no Hemisfério Norte) terá a maior movimentação humana no Ártico jamais vista. A gigante de petróleo Shell participa de uma grande exploração e se espera um novo aumento na pesca, no turismo e na navegação regional.

Mas isso, advertem especialistas, também aumenta o risco de um desastre ambiental, sem mencionar a atividade criminosa decorrente desde a pesca ilegal até o tráfico e o terrorismo.

“Ao trazer mais atividade humana ao Ártico, você traz o bom e o mau”, disse o tenente-general Walter Semianiw, chefe do Comando do Canadá e um dos mais experientes militares responsáveis pelo Ártico, ao Centro para Estudos e Estratégias Internacionais, sediado em Washington. “Vocês verão a mudança, queiram ou não.”

Aquecimento global – Com o relato das populações indígenas, dos pesquisadores e das forças militares denunciando que o recuo do gelo está mais rápido do que muitos esperavam, algumas estimativas sugerem que a calota de gelo polar poderá desaparecer por completo no verão até 2040, talvez antes.

Isso deve reduzir o tempo de uma viagem da Europa aos portos chineses e japoneses em mais de uma semana, provavelmente diminuindo o tráfego pela rota do Canal de Suez.

Porém, como se acredita que muitas dessas importantes rotas marítimas que passam por águas já disputadas contenham boa parte das reservas mundiais de energia, alguns já temem um aumento no risco de confronto.
Proteção na fronteira

Há sinais claros de uma cooperação cada vez maior – a primeira reunião da história de chefes de Defesa de países do Ártico no Canadá no final deste mês e a realização de exercícios conjuntos para operações de resgate e busca organizados pelo Conselho do Ártico. Mas também há uma inquietação crescente.

A Noruega e o Canadá, por exemplo, passaram os últimos anos reequipando em silêncio seus militares e movimentando as tropas e outras forças para bases novas ou ampliadas cada vez mais ao norte.

Com a retirada da maioria das forças norte-americanas da região depois da Guerra Fria, autoridades e especialistas afirmam que os Estados Unidos estão redescobrindo o significado da região.

Por enquanto, porém, Washington não tem planos concretos para construir nem mesmo um novo navio quebra-gelo, em parte porque especialistas estimam que o preço de um único navio pode chegar a US$ 1 bilhão.(Fonte: G1)

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