Em campo, principalmente quando ainda é um estudante, é muito dificil você ir sozinho para realizar o seu trabalho. sempre tem um amigo que pode te ajudar e, lógico, com interesse em particpar do trabalho!
Dedico essa parte do Diário a eles!
Quando obtive o financiamento da Dríades para realizar uma parte do Projeto Ouriço Preto em Setiba, no PEPCV, posso dizer que foi um final de semana de sorte, porque encontramos uma quantidade de bichos que não víamos há tempos em que frequentávamos o parque.
Entre os dias 17 e 19 de Janeiro de 2005, fizemos apenas o essencial: inserir, em diversas áreas do parque quadrantes de 100X25 metros (2500 metros quadrados) para visualização de Chaetomys dentro desses quadrantes. Com isso teríamos uma noção quantitativa de indivíduos no PEPCV.
Além de mim, Bruno Rocha Coutinho, Pedro Carneiro, Rivelino e Dani foram à campo para fazermos os quadrantes certos (para que não ficassem tortos!). Muitas vezes saiam uns triângulos, em vez de retângulos, mas consertávamos o erro, com muita paciência.
Foram uma média de três quadrantes por dia, pode-se dizer que poucos durante esses dias por dois motivos: os quadrantes eram distantes uns dos outros e isso gastava tempo de um ponto a outro, mata adentro; além disso, no segundo dia, a fita marcadora havia acabado e gastamos parte da tarde indo ao Centro de Guarapari para comprar mais materiais!
Cada um tinha uma missão para construção do quadrante: enquanto Bruno estirava a fita mata adentro, Rivelino o orientava por uma bússola, para que a fita marcasse retas, enquanto Dani media de 5 em 5 metros e marcava no GPS os pontos, eu anotava as informações necessárias. Pedro, junto com Sr. Toninho abriam com facão lugar para que as fitas seguissem sua trajetória.
Antes que um ecologista radical comece a resmugar que estávamos “destruindo” a mata, quero deixar bem claro que tínhamos licença do IBAMA para isso e que um relatório parcial de todas nossas atividades eram entregues à gerência do PEPCV!



